01. O Cenário
No ano em que o rei Uzias morreu (uma crise política), Isaías foi ao Templo e viu o verdadeiro Rei. Ele viu o Senhor alto e sublime, e serafins voando ao redor. O detalhe chocante é a postura dos anjos: eles tinham seis asas, mas usavam quatro para se esconder (cobriam o rosto e os pés) e apenas duas para voar (servir).
02. A Essência
A essência da adoração no céu é a reverência absoluta diante da Santidade (Kadosh) de Deus. Os seres mais puros e poderosos do universo não ousam olhar diretamente para a glória de Deus. Eles não cantam sobre o amor ou o poder, mas sobre a Santidade — a única característica de Deus repetida três vezes ("Santo, Santo, Santo"). Adorar é reconhecer que Deus é "Totalmente Outro", separado e perfeito.
03. A Minha Voz
Nossa adoração moderna às vezes é casual demais ("Deus é meu chapa"). Isaías nos ensina que o encontro real com a glória nos desmonta ("Ai de mim!"). Mas é nesse lugar de temor reverente que a brasa do altar toca nossos lábios, purifica nossa culpa e nos envia para a missão. Adoração sem reverência é apenas barulho.